Falta de investimentos provoca carência de informações meteorológicas –


Hemisfério Sul sofre com mudanças climáticas nas cidades

Mais um tema importante teve espaço na programação da 74ª Soea nesta sexta-feira (11). Na palestra magna “Dinâmica do ciclo das águas nas Bacias Hidrográficas brasileiras”, ministrada pelo meteorologista do departamento de Ciências Atmosféricas da USP, Augusto José Pereira Filho, climatologia, efeito estufa, circulação e precipitações globais, gelo oceânico global, variabilidade climática, gestão ambiental e ciência da sustentabilidade foram os principais pontos abordados.

Focando nas questões hídricas do ciclo da água na América do Sul, no Brasil e nas bacias hidrográficas, o meteorologista apontou que existe uma dinâmica de variabilidade ao longo do tempo. “No nosso hemisfério [Sul], tem havido uma mudança mais significativa nas cidades, por conta dos impactos antrópicos. Em nível global, no hemisfério Norte, tem ocorrido diversas mudanças, entra elas a seca, que não se repetia há 13 anos, que está ligada diretamente com a tendência de esfriamento”, explicou.

Segundo Augusto José, existe uma carência grande de informações em certas escalas, devido à falta de investimentos tecnológicos na área de meteorologia, geologia, geografia e outras atividades que compõe o Sistema Confea/Crea e Mútua. “Temos poucos dados sobre os oceanos. Sabemos que eles possuem uma dinâmica própria e muito peculiar, mas precisamos de informações mais complexas”, disse.

Citando trabalho realizado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), Pereira finalizou sua palestra alertando aos participantes que “as mudanças climáticas devem causar desastres naturais mais frequentes e mais graves. Por isso todos devem focar em ações preventivas que envolvam gestão ambiental, monitoramento, legislação, mais proteção ao meio ambiente, mais consciência e principalmente na promoção da educação e do bem-estar”, explanou o meteorologista.

 

Laila Moraes
Equipe de Comunicação do Sistema Confea/Crea e Mútua