Palestras vocacionais envolvem estudantes do ensino médio –


Interesse por engenharia foi despertado entre os alunos

Motivação foi a palavra de ordem das palestras apresentadas aos estudantes do Ensino Médio, no evento do Espaço Mútua, realizado na manhã do dia 11, durante a 74ª Soea. Um exemplo é o estudante Júlio da Silva, que, satisfeito com tudo que ouviu, saiu do evento com uma definição: será engenheiro mecânico ou civil. “Não tem como não me apaixonar por tudo isso que vi aqui. Espero conseguir manter meu sonho aceso”. Cinco apresentações instigaram o interesse vocacional da molecada que representará o futuro da área tecnológica.

Cases de sucesso foram apresentados pelos palestrantes

Motivação sob um olhar voltado para a responsabilidade social da engenharia foi o foco da palestra da engenheira Irenilza Nããs, que também destacou a evolução da área tecnológica e o fortalecimento da participação das mulheres. A ex-presidente do Crea-DF, Lia Sá, que é natural de Belém (PA) e uma das primeiras engenheiras formadas pela Universidade Federal do Pará, chamou atenção para as oportunidades oferecidas pela engenharia no futuro do Brasil.

Cases de sucesso, como o da professora Noemi Viana, engenheira florestal que integrou a terceira turma do curso em Belém do Pará, foram apresentados. A educadora falou sobre a importância de se preocupar e cuidar das florestas do Pará. Primeira funcionária (mulher) da Embrapa no estado, ela convidou os estudantes a pensarem na possibilidade de “trazer a floresta para dentro da cidade”.

A engenheira agrônoma Ana Faria, da Mútua-PA, primeira mulher a ser contratada para construir a Hidrelétrica de Tucuruí, apresentou sua história profissional e o caminho que a conduziu à engenharia. Osvaldo Valinote, engenheiro civil e professor aposentado da Universidade Federal de Goiás, mesmo com paralisia ocasionada pela poliomielite que o condenou a ficar em uma cadeira de rodas, narrou os acontecimentos de sucesso de sua vida profissional. “Se Deus permitisse que eu andasse com as pernas, o céu seria pequeno para mim”, enfatiza.

Nadja Pacheco
Equipe de Comunicação de Sistema Confea/Crea e Mútua